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Quero responder à tua pergunta desta semana porque me ajuda a aprofundar a centralidade da meditação na minha vida.

A meditação cristã não satisfaz um desejo de mais ou melhor em relação a nós próprios, nem vale pela experiência em si mesma mas sim pela porta que se abre para a descoberta que o amor de Deus é o primeiro. Que Deus é o terreno da nossa existência e como diz S.Paulo “..é quando sou fraco que sou forte..” A meditação é uma mudança na nossa vida. É um caminho novo que muda a direcção da nossa existência como diz John Main na tua mensagem.

O tempo da meditação diária é assim para mim um tempo forte de oração e de contemplação. Faço a meditação sempre enquadrada com a Palavra de Deus e muitas vezes a seguir à oração das Horas (Laudes ou Vésperas).

Admito que o ritual litúrgico da meditação possa ser diferente para as outras pessoas, mesmo de grupo para grupo mas tenho dificuldade em fazer a meditação despida de qualquer enquadramento religioso mesmo para as pessoas que estão fora da igreja e procuram na meditação uma espiritualidade, uma forma de relacionar-se com Deus. Sobre este ambiente religioso que procuro dar ao tempo da meditação tenho tido dificuldades em ser bem interpretada. Podes dar-me um conselho ou falar-me de algumas práticas?

Luisa Moreno

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